Arquivos Mensais: Julho 2007

O MUAN é um software livre para animação Stop Motion desenvolvido pelo IMPA/Visgrap em parceria com o Anima Mundi. Instalei o MUAN 8.1 no Slackware 11.0 e fiz alguns testes do software.

Instalação

Na página do MUAN estão disponíveis o código fonte do software e um pacote binário rpm. Primeiro tentei instalar compilando o código fonte, mas não consegui, depois baixei o rpm, converti para tgz com a ferramenta rpm2tgz e instalei com installpkg. A localização dos executáveis após a instalação é um pouco confusa, em vez de /usr/bin/, os executáveis são enviados para o diretório /usr/local/share/muan/. Quando digitei muan no terminal, apareceu a mensagem de comando não existente. Então abri os pacotes de instalação e descobri o local onde os executáveis foram instalados. Seria bom que na próxima versão do MUAN isso fosse corrigido ou que pelo menos um link fosse criado em /usr/bin.

Testes

- Documentação e Interface

interface muan_aeO MUAN é bem simples de usar e a documentação que o acompanha é bastante completa. O MUAN tem duas opções de interface, o que é muito interessante: a muan_ae e a muan_os. A muan_ae traz todos os botões e menus em uma única janela e é mais adequada para os iniciantes. Já a muan_os traz todos os recursos da outra interface dividida em cinco janelas independentes e proporciona ao usuário maior liberdade na personalização da interface.

- Modo memória

Como eu não tinha uma câmera disponível para testar a captura de imagens, primeiro fiz testes na função Memória, trabalhando com imagens que já estavam em meu computador. Senti falta da possibilidade de escolher o número de fotografias a serem exibidas em cada segundo. Apesar de o MUAN apresentar, na janela de preferências, a possibilidade de determinar a duração padrão de cada frame, esta opção não funciona no modo memória. Dessa forma, para modificar o tempo de exibição de cada fotografia é necessário realizar a alteração para cada uma destas, o que torna o trabalho cansativo quando se está trabalhando com um grande número de frames. Além disso, seria interessante que o MUAN também suportasse imagens no formato PNG.

- Modo câmera

O MUAN é compatível com câmeras com interface firewire e com dispositivos video4linux (v4l), como webcam’s e placas de captura analógica. Utilizei uma webcam Go Tec nos testes. A velocidade de captura das imagens é bem rápida, praticamente instantânea (muito melhor do que em alguns softwares que eu já tinha visto rodar em window$). Seria legal que as próximas versões possibilitassem o controle sobre alguns parâmetros da imagem (brilho, contraste, balanço de cores, etc). O MUAN traz a ferramenta Flipar, a qual alterna entre a última foto capturada e a imagem que está sendo recebida pela câmera, e é bastante útil para analisar o movimento presente entre dois frames da animação.

- Exportação

O MUAN pode exportar as animações em MPEG (codec mpeg1) ou em AVI (codec dvvideo), o qual é muito bem suportado pelo Cinelerra (principal software livre para edição de vídeo). A exportação em formato de vídeo era um problema em outros softwares livres para stopmotion e esse problema o MUAN resolveu definitivamente. Além disso, o MUAN pode exportar também a seqüência de imagens em JPEG.

Análise geral

O MUAN é um software que, apesar de já estar num nível muito bom, ainda pode melhorar bastante. O maior problema do MUAN é não possibilitar a alteração da taxa de frames de forma rápida e prática.

Site oficial: http://www.muan.org.br

wille diz:
idéia: projetar um ebook em um prédio e sentar com uma cadeira na rua pra ler.

Marla diz:
ué, vc pode sugerir essa intervenção lá no blog do tig (nota do blogueiro: TIG é um grupo que promove intervenções urbanas unindo arte, tecnologia e interatividade, a primeira intervenção programada é uma projeção de laser verde na avenidapaulista!)

eles podem filmar as pessoas lendo

pode ser um texto metalinguístico, falando sobre novas formas de comunicação e utilização de recursos tecnológicos

ou uma coisa da moda, tipo “o código da vinci” se fosse 2006

wille diz:
é bom pra quando a polícia chegar: “não seu guarda, a gente vai ler um livro aqui. não é baderna.”

Marla diz:
aí ficaria mais clara a mensagem de “você pode usar um novo recurso para fazer uma coisa usual”

que é o sentido da maioria das tecnologias que são acessíveis ao consumo… ninguém inventa coisas equivalentes ao teletransporte não só por causa da limitação tecnológica mas por causa da limitação ideológica

não conseguimos pensar em algo totalmente novo, inventamos mp3 portátil pra substituir o velho discman

Marla diz:
é, seria massa! vc não acha?

wille diz:
massa!

Marla diz:
que a limitação da produção pode refletir não só a limitação das condições mas também a limitação da imaginação?

wille diz:
lindo!