Arquivos Mensais: Fevereiro 2008

Ontem a prefeitura de Aracaju inaugurou o viaduto do DIA, uma obra de mais de 14 milhões de reais feita com o intuito de melhorar o trânsito na região do DIA, que é onde se cruzam algumas das principais avenidas da cidade.

O trânsito ali realmente era ruim, porém, segundo dados da Infonet, 1200 novos carros entram nas ruas de Aracaju todo mês. Ou seja, o viaduto só faz adiar o problema de deslocamento da cidade, visto que, com essa taxa de crescimento no número de veiculos, em alguns anos, o trânsito lá vai se tornar engarrafado de novo.

A única alternativa para o trânsito das grandes cidades é investir em transporte público de qualidade, que permita o deslocamento com conforto, rapidez e segurança e não faça as pessoas dependerem de um carro particular. Além disso, as bicicletas podem ser um complemento importante ao transporte público, principalmente em trajetos menores. Porém, infelizmente, a política de transporte da grande maioria das cidades brasileiras é voltada exclusivamente para os automóveis particulares…

Hoje passei pela primeira vez pelo viaduto e, como os outros passageiros, fiquei surpreso com a determinação de que os ônibus não podem passar pelas alças do viaduto, as quais permitem que os veículos desçam ou subam de uma avenida para outra. Segundo o site da prefeitura, essa determinação visa “melhorar o escoamento do tráfego”.

Ou seja, os 14 milhões de reais visa apenas “melhorar” o trânsito para quem tem seu próprio carro. Quem anda de ônibus vai perder mais tempo com os novos trajetos (veja o mapa), simplesmente porque as alças do viaduto foram feitas apenas para o uso dos carros particulares.

Assisti um vídeo muito bom sobre a questão do transporte nas grande cidades, chama-se “A sociedade do automóvel” e está disponível na página: http://pirex.com.br/sociedade-do-automovel/ .

Nas ultimas semanas tenho dado pouca atenção ao blog, mas é por um bom motivo: tenho menos de um mês pra finalizar minha monografia de conclusão do curso de Rádio e TV da UFS. Pra quem ainda não sabe, minha monografia aborda software livre e animação, com a proposta de analisar e investigar a forma como o Blender se desenvolveu.

Tenho passado as madrugadas das últimas semanas trabalhando na monografia… nunca fui de trocar o dia pela noite, mas percebi que meus estudos rendem muito mais na madrugada, então tô indo dormir lá pelas 3 – 4 h da manhã.

Semana passada teve eclipse lunar, fiz umas fotos com minha câmera. O legal é que a câmera consegue captar várias estrelas que a olho nu não conseguimos ver no céu. clique na foto para ampliar…

eclipse lunar

Na próxima semana, irei para Canindé do São Francisco ministrar oficinas de vídeo para o projeto “O sertão é coisa de cinema”. A cidade parece ser interessante, às margens do Rio São Francisco, tem grandes cânions, sítios arqueológicos e a usina hidroelétrica de Xingó.

Semana que vem tento postar mais novidades de lá…

guitarra

Quando eu morava em Brumado, uma das minhas maiores paixões era a música. Nunca toquei maravilhosamente bem, mas me divertia… Comecei no violão, quando eu tinha uns 12 ou 13 anos, depois ganhei uma guitarra. Porém, desde que cheguei em Aracaju, em 2004, fui perdendo o interesse em tocar, talvez pela falta de um violão, já que a guitarra não é muito interessante pra se tocar sozinho em casa… A guitarra é meio burocrática, tem que desenrolar os cabos, ligar no amplificador, ficar atento pra não fazer muito barulho e incomodar os vizinhos. Já o violão é pegar e sair tocando…

Pois bem, depois de meses sem pegar na guitarra, essa semana voltei a tocar!

Obs.: A imagem eu fiz com minha câmera e editei no GIMP.

No sábado passado, aconteceu o primeiro dia de gravação do documentário “O retorno do submarino alemão”. Essa é a primeira vez que trabalho num vídeo com uma produção mais “profissional”.

Sempre fiz vídeos de forma bem amadora, na base do “do it yourself”, e gosto desse estilo de produção. Não tenho pretensões de fazer meus projetos de forma mais elaborada, concorrer a editais, etc. Simplesmente quero continuar fazendo vídeos que mostrem o que eu acho importante que as pessoas vejam, sem me importar muito com a inovação artística ou com qualidade técnica.

No entanto, tem sido uma experiência interessante trabalhar nesse documentário. Primeiro, porque a gravação não teve o stress que é comum haver nesse tipo de produção. Segundo, porque o meu trabalho no projeto é orientar jovens que estão tendo sua primeira experiência com produção audiovisual.

Naquele dia, gravamos quatro entrevistas para o documentário e mais umas imagens de um cemitério onde estão os corpos de alguns dos náufragos brasileiros. Na primeira entrevista foi a que tivemos mais problemas, principalmente porque ainda não estávamos com muita agilidade na montagem e no ajuste dos equipamentos. Também tivemos problemas com ruídos externos: carros e motos passando a todo momento pela rua, vizinhos barulhentos e até latido de cachorro!

As entrevistas seguintes foram realizadas no Povoado de Areia Branca, que, por estar bem afastada da cidade, não nos causou tantos problemas com ruído. De vez em quando, aparecia um carro de som e tínhamos de parar a entrevista, mas não atrapalhou muito nosso trabalho. Além disso, gastamos menos tempo montando e desmontando os equipamentos.

Em breve, mais novidades, fotos e vídeos da gravação do documentário…

seu rosendo

Medalha a um Catalão muito Brasileiro é um documentário sobre o Sr. Rosendo Solanich, um catalão que após ter participado de duas guerras (guerra civil espanhola e segunda guerra mundial), vive tranquilo no Brasil desde 1950. Além de ter lutado em terra e mar, o Sr. Rosendo ainda conseguiu escapar de um campo de concentração e sobreviveu a um naufrágio durante a segunda guerra.

No vídeo, Seu Rosendo conta todas as suas “pelejas guerreiras” e também suas reflexões pós-guerra. Atualmente, ele vive com a família no Povoado Areia Branca, em Aracaju.

O documentário foi produzido por mim e pelo meu amigo Rubens. Gravamos a entrevista em apenas uma tarde, no mês de outubro/2007 e editamos em dezembro.

Download: Medalha a um Catalão muito Brasileiro – formato Ogg/Theora – 138 MB.

Obs.: Quem ainda não utiliza GNU/Linux, vai precisar do codec para ogg/theora ou de um player de vídeo livre (recomendo  o VLC). A instalação destes é bem simples e pode ser feita em poucos minutos.