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Já estou usando Arch Linux (versão 64 bits) há mais de um mês. Antes disso, eu estava utilizando o Slackware, mas, influenciado pelo relato do Liquuid, resolvi testar o Arch.

A instalação do Arch é bem parecida com a instalação do Slack, a maior diferença é que o disco de instalação do Arch tem apenas 380 MB e contém apenas a base mínima de um sistema GNU/Linux. Com isso, a pós-instalação dá um pouco de trabalho, é necessário consultar alguns tutoriais pra não ficar perdido depois de instalar a base do sistema. Tive problemas também para configurar o pppd (tenho uma conexão da vivo em que é necessário usar o pppd para conectar). Por sorte, eu estava com um notebook de um amigo em casa, daí copiei os arquivos de configuração do pppd de lá e consegui conectar à internet.

Gostei muito do pacman, o gerenciador de pacotes do Arch Linux, ele resolve dependências de maneira muito eficaz e possui o conceito de grupos de pacotes. Pra instalar o X, por exemplo, que é composto de dezenas de pacotes, basta digitar pacman -S xorg. Inicialmente o pacman é bastante rápido, porém depois de instalar algumas dezenas de pacotes, o desempenho dele fica mais lento.

O Arch é bastante estável e rápido. A inicialização do sistema é feita em cerca de 30 segundos e não cheguei a ter problemas com travamentos. Apesar de seguir a filosofia de simplicidade do Slackware, achei o Arch bem mais amigável e prático. O Slackware parece primitivo perto do Arch Linux. Quanto ao uso de um sistema 64 bits, os únicos problemas que tive foram com o flash e com o java. O flash tá funcionando, mas às vezes não renderiza corretamente certos sites. Já o java da Sun, não roda o aplicativo do Banco do Brasil.

KDE 4.1

Instalei o KDE 4.1 no Arch, utilizando os pacotes do kdemod, os quais permitem instalar o kde de forma totalmente modular. Na versão 4.1.0, achei alguns aplicativos como o Okular (o novo leitor de PDF), o Dolphin e o Konqueror muito pesados, porém após atualizar pra 4.1.1, notei um grande avanço nessa questão e a velocidade destes aplicativos não mais prejudicam a usabilidade. O KDE 4 também já está bastante estável, o maior problema que senti é que algumas coisas ainda não estão configuráveis. Não consegui, por exemplo, alterar a cor da barra inferior da área de trabalho.

Alguns tutoriais que me ajudaram na instalação do Arch:

Guia de instalação

Pós-Instalação do Arch Linux

One Comment

  1. O Arch tem bugs, principalmente na área de servidores, para essa tarefa ainda prefiro o fedora, mas para desktop tá muito bom. A oferta de pacotes é boa e é aberta de verdade, nada de eleições , rituais ou indicações cabalísticas. O AUR comanda.

    O KDE 4.1 foi uma boa surpresa, infinitamente melhor que o lixo do kde 4.0 que o pessoal do fedora distribuiu. O desktop é semântico, tem tags para arquivos, e tudo são plasmoids pequenos aplicativos escritos em html e javascript… ou seja, tudo é web 2.0 no KDE 4… só falta a comunidade se ligar e começar a integar o desktop com a internet.

    O gnome que me perdoe, mas não da mais pra voltar.


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